
O grupo de trabalho do PSD liderado pelo vereador e presidente da comissão política local do PSD Alírio Canceles, que se fez acompanhar de Paulo Leal (presidente do núcleo do Vale do Leça), Ana Batista Saldanha, Sara Lima, Filipe Dias, Francisco Maia, Miguel Martins, Helena Patrícia Pereira e Vitória Alves, visitou no passado dia 22 de Abril a freguesia de Refojos. Esta visita que se insere no ciclo de visitas ao concelho de Santo Tirso, tem como principal objetivo: sinalizar e dar visibilidade aos problemas que afligem as populações e provocar a sua resolução.
A freguesia de Refojos que se insere na zona do Vale do Leça, continua desprovida de infraestruturas de água e de saneamento, facto que domina as preocupações das populações, que não compreendem que em pleno século XXI, uma freguesia que está a cerca de 10 minutos do Porto, ainda não possua as infraestruturas básicas, indispensáveis para a manutenção da qualidade de vida, fundamentais para atrair investimento gerador de riqueza e de emprego e determinante para a preservação das condições de salubridade e ambientais. O PSD está indignado porque apesar das sucessivas promessas, os socialistas que gerem os destinos do concelho há mais de 30 anos, continuam a menosprezar estas infraestruturas. Têm razão alguns populares com quem o grupo de trabalho conversou, quando afirmam que estas infraestruturas, pelo facto de estarem enterradas e não originarem votos, não fazem parte das prioridades da câmara de Santo Tirso.
A requalificação da zona designada “Arraial da Paróquia”, zona nobre e principal centralidade da freguesia, é outra das prioridades das populações, que no entanto continua sem solução à vista. É também reclamada a ligação da freguesia à vizinha Carreira através da rua das Mourenças, cuja requalificação é urgente e determinante para melhorar a mobilidade entre estas duas freguesias.
Em matéria de requalificação de caminhos públicos, também a rua da Leça, carece de uma intervenção, já que numa parte significativa do troço não se cruzam duas viaturas. Já em relação à travessa das Represas, os problemas com a iluminação pública e a ligação através de uma grelha a um caminho público vizinho, são as principais preocupações dos moradores.
A freguesia também reclama uma solução urgente, que retire os velórios do edifício da junta de freguesia. As populações de Refojos não compreendem o facto da sua freguesia, ser das poucas que não tem uma Capela Mortuária.
O PSD acusa os socialistas, que gerem os destinos da câmara nas três últimas décadas e a junta de freguesia nas duas últimas, de nada terem feito para impedir a fuga dos filhos da terra para outras freguesias e para outros concelhos. Refojos é hoje uma das freguesias mais envelhecidas do concelho. A manter-se o ritmo de abandono dos mais jovens, esta freguesia verá fortemente ameaçada a coesão social e o seu futuro. De acordo com dados divulgados pelo INE e referentes aos censos 2011, a freguesia de Refojos, no período de 2001 a 2010, foi a que perdeu mais população. Com cerca de 13% de população a menos, Refojos lidera o ranking do concelho.
Os problemas da freguesia não se resolvem com “lágrimas de crocodilo”, e muito menos, com tomadas de posição públicas, depois dos factos consumados. Refojos não pode ficar refém de qualquer transição e/ou sucessão assente em pressupostos monárquicos, e que contrariam aquelas que foram as legitimas opções das populações.
Santo Tirso, 27 de Abril de 2012
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